Resenha: O Fim da Infância – Arthur C. Clarke

Sinopse

É no auge da guerra fria e da corrida espacial que a humanidade presencia um importante evento em sua história. A chegada de diversas naves colossais a sobrevoar as maiores cidades do mundo causa um pânico sem precedentes e é seguida por uma alentadora declaração dos nossos visitantes, que vieram para colaborar conosco.
Nomeados de Senhores Supremos pela humanidade, estes extra-terrestres se tornam uma força invisível que passa a reger o mundo pelas mãos do secretário-geral da ONU, e é claro, por meio de sua tecnologia, capaz de torná-los onipresentes.
É incrível a evolução pela qual o planeta passa nessa época, mas um ponto continua a incomodar a humanidade: os Senhores Supremos não revelam de forma alguma a sua identidade.

Considerações

O-Fim-da-Infancia-Capa

Para mim, o incrível – e o que me atrai – da ficção científica é que ela é capaz de pegar um tema qualquer do nosso cotidiano, de nossa vida, e usar de situações atípicas e por muitas vezes extremas para colocá-lo em destaque e forçar com que haja algum tipo de reflexão em cima disto.

Em O Fim da Infância, na minha opinião, a palavra-chave é livre-arbítrio. No cenário de Clark, a grande evolução na qualidade de vida e na tecnologia, a superioridade e a onipresença dos Senhores Supremos retira da humanidade essa peça fundamental e acaba por afetar muitos outros campos, tal como a arte. E isso é muito discutido: a relação entre liberdade e a necessária evolução pelo qual devemos passar. Existe a necessidade de se pensar em uma escala global – e posteriormente universal – para a alcançarmos o próximo passo da evolução ou a manutenção da individualidade também é uma forma de alcançar isto?

!!ZONA DE SPOILER!!

     Outro ponto-chave da história é a existência de uma consciência coletiva, e novamente entra em questão a discussão entre a liberdade / livre-arbítrio contra uma evolução forçada. Outros dois livros que pegam bem pesado no mesmo tema são os dois últimos – cronologicamente – da saga Fundação de Asimov. Para o livre-arbítrio, também temos o livro O fim da eternidade, também de Asimov.

Vale a pena?

O Fim da infância é daqueles tipos de livros imprevisíveis, onde não dá para saber o que acontece na próxima página. A ânsia de descobrir o que vai acontecer te prende de uma forma sem igual. Para quem gosta de ficção científica, acredito que seja um livro essencial, não há como deixá-lo de fora. Para quem não tem pré-disposição para o tema, ele serve como um belo suspense.

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5 thoughts on “Resenha: O Fim da Infância – Arthur C. Clarke

  1. Por alguma razão, esse livro não me fisgou. Do Clarke que li até hoje, esse foi o mais chato. Não sei mesmo, achei ele muito chato.

    Do Clarke, o livro que mais gosto, é As Canções da Terra Distante e Encontro com Rama.

    Agora, um livro sobre uma distopia e que pouca gente conhece, mas DEVE, é Só a Terra Permanece. Ele sumiu do mercado brasileiro e está fora de catálogo há muito tempo, mas alguma boa criatura humana o digitalizou e o disponibilizou para download. 😀

    • Sybylla, vou procurar “Só a Terra Permanece” agora mesmo! Bem, se eu já gostei bastante de o fim da infância, os outros serão provavelmente serão bem recebidos – já estão para a lista de 2014. Abraço!

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