Resenha: Limites da Fundação / Fundação e Terra – Isaac Asimov

Sinopse

Golan Trevize é um conselheiro de Terminus que tenta levar outros conterraneos a acreditar na existencia de uma segunda Fundação, que controla por debaixo dos panos tudo o que está ocorrendo no planeta. Após causar problemas, a prefeita de Terminus decide dar um jeito de se livrar de Trevize. Alegando que seu discurso sobre a existência deste grupo era um discurso subversivo, consegue lhe declarar como culpado e o dá a missão de procurar a existência da Segunda Fundação, onde quer que esteja. Mas há uma condição: ele não poderá voltar sem a encontrar. Desta forma, acredita ela, que ele se tornará um exilado, já que nunca achará nenhum indício desta conspiração.

Trevize, que já era bastante interessado na hipotese de existência da Segunda Fundação, recruta Perolat, um grande estudioso de história a sua jornada, e torna-se obcecado pela missão logo que sai do planeta Terminus. A nave entregue a si pelo governo é uma das primeiras capazes de utilizar uma nova tecnologia de viagem espacial, que a possibilita viajar muito mais rápido do que qualquer outra antes inventada. Trevize fica animado ao utilizá-la, mas continua a se perguntar: Porque dariam tal equipamento de ponta para um exilado?

 

Comentários

Os dois livros posteriores a Trilogia Fundação abordam temas um pouco diferentes entre as narrativas, mas fazem parte de uma história só. Os acontecimentos dos livros ocorrem perto do ano 500 depois da criação da Fundação, e diferente da trilogia, onde não havia um personagem principal fixo e cada época retratava pessoas e situações bastente diferentes, lidaremos nestes dois livros com uma história única, que se passa em apenas um espaço de tempo e que possui um personagem principal: Golan Trevize.  Enquanto a primeira narrativa é uma busca ferrenha pela segunda fundação e até mesmo uma grande explicação sobre ela, o segundo livro foca muito mais na questão da consciencia coletiva e a individualidade perdida no processo de aglutinação das mentes.

Os dois livros são bastante extensos e a narrativa é lotada de “plot twists”. Eu sou suspeito para dizer, mas eu adoro essa forma como Asimov vai criando camadas de mistérios que ao se resolverem criam outro mistério, muitas vezes até mais complicado. Enfim, ressalto mais uma vez que é interessante perceber a diferença entre a narrativa da primeira trilogia e comparar com a destes dois livros, que foram escritos cerca de trinta anos depois. Acho díficil dizer que o tempo deu mais maturidade para Asimov, pois todas as narrativas são espetaculares.

 

Vale a Pena?

Se lida sozinha ( sem ter lido a trilogia fundação previamente ), a narrativa é boa o suficiente para te prender. Você vai penar um pouco no começo para entender todo o contexto, mas vai acabar engrenando. Se estas duas obras forem lidas em sequencia a trilogia, pode ter certeza que você vai gostar muito. Realmente vale a pena investir na coleção Fundação.

 

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