A Mão Esquerda da Escuridão – Ursula K. Le Guin

Em Gether – ou mundo inverno, como é conhecido pelos terráqueos – as baixas temperaturas imperam e transformam os seus moradores – humanos ao mesmo tempo tão iguais aos dos outros 83 planetas – em seres de hábitos conservadores.

Mas não é só a escassez que cria esta diferença. Os Getherianos são também biassexuados, fato nunca antes visto.

É neste cenário intrinsecamente político e gélido que Genry Ai, um enviado da sociedade Ecumênica deve convencer um planeta inteiro a aceitar a existência e considerar uma nova parceria interplanetária.

Infelizmente, esse acordo não será nada fácil.

COMENTÁRIOS

10714563_10152668362171294_7012592614724974957_oSeja por causa do número de nomes estranhos ou da complexidade das relações entre personagens, fica difícil compreender logo de início quem é quem e que locais estão sendo falados.

Por se tratar quase de um suspense político e social, com uma pitada de aventura, A Mão Esquerda da Escuridão é um bocado lento e descritivo. (Eu particularmente consegui ler muito rápido a maioria do livro, mas tive de me esforçar para passar de alguns capítulos que eram mais arrastados). Com o tempo, o que me pareceu ser um problema, se tornou o ponto forte da trama. As tramas elaboradas, a forma como cada governo está organizado, como cada um dos políticos está posicionado dentro de uma sociedade e suas vontades criam uma narrativa concisa.

Os contos, que intercalam os capítulos de relatos de Genry e Estraven servem como base para entender um pouco mais dos costumes, religião da sociedade Gentheriana. Elas podem parecer fora de contexto, já que estão sempre localizadas antes do ponto onde serão “utilizados”. Eu gostei muito deste tipo de narrativa que Ursula utilizou, já que torna desnecessário criar diálogos entre os personagens para que eles expliquem essas informações. Desta forma também, podemos estar a par da situação sem que Genry entenda bem o que está acontecendo.

Por fim, toda a descrição me levaram a ficar com vontade de voltar ao mundo de Gethe, tão complexo e cheio de vida e cultura!

SPOILERS ABAIXO!!

Achei extremamente interessante URSULA abordar a telepatia como uma habilidade inerente ao ser humano. Asimov, Arthur C. Clarke, em épocas muito similares também seguem a mesma premissa.

 

VALE A PENA?

Acredito que A Mão Esquerda da Escuridão é um livro que vale muito a pena para aqueles que já conhecem e sabem que gostam de Ficção Científica.
Falo isso porque ele dificilmente será uma porta de entrada para novos leitores do segmento, principalmente por conta da velocidade e quem sabe a atratividade de sua narrativa.

Ficou Interessado?

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